casta
Colocado em 08 Setembro 2010 00:25:00 por antonio boronha
 
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(laetitia casta)
 
 
 
Noruega-Portugal (1-0): A queda livre do avião português
Colocado em 07 Setembro 2010 23:02:12 por Futebolês
 
COMENTÁRIO

Portugal é uma equipa angustiada, impotente, abalada por tudo o que a afecta directamente sem que tenha contribuído para isso e incapaz de lutar contra as adversidades. Vive assombrada, receosa que o céu lhe caia sobre a cabeça, perdeu a confiança nos seus líderes e está entregue à sua sorte. Perde força, desanima, tenta, cai, não se consegue levantar. Nestas situações, más e com tendência a piorar, tudo vem por acréscimo, todos os pormenores sem importância e irrelevantes noutros contextos se transformam em gigantescas falhas que levam ao desespero. Em cinco dias, entre sexta e terça-feira, Portugal quebrou duas séries positivas, marcou a História pela negativa, permitiu que duas selecções, uma frágil e outra ao alcance, terminassem com um sorriso: empatou, parando um ciclo imaculado, contra o Chipre e, agora, piorou a sua situação, confirmando a horrível entrada em cena, ao perder na Noruega. É preciso mais?

Há sempre duas formas de olhar para uma determinada situação. É a tal lógica do copo: meio-cheio ou meio-vazio? Para Agostinho Oliveira, seleccionador interino na vaga deixada em aberto pela suspensão de Carlos Queiroz, há sempre a retirar algo de positivo. Contra o Chipre, apesar do patético empate com quatro golos sofridos, mesmo tendo Portugal demonstrado inusitadas fragilidades defensivas e incapacidade para se fazer valer ante um adversário modesto, o actual comandante da selecção nacional viu um belo jogo atacante. Errou? Não. Mas exigia-se a vitória a Portugal: a parte ofensiva foi cumprida com naturalidade, como obrigação que era, mas a componente defensiva falhou por completo. Contra a Noruega, depois de uma derrota que deixa Portugal, desde logo, em maus lençóis, Agostinho Oliveira gostou da atitude, da vontade de lutar e anteviu futuro para a selecção portuguesa. Copo meio-cheio? Não.

O futebol é, muitas vezes, uma verdadeira roleta. É momentâneo. Há heróis e vilões, as duas coisas num só, até mesmo em apenas um jogo se toca o céu e se desce ao inferno. Eduardo foi, na África do Sul, o jogador português, a par de Fábio Coentrão, em maior destaque: seguro, confiante, guerreiro e heróico para manter a sua baliza a zero. Neste início de caminhada rumo ao próximo Europeu, o guarda-redes português, agora no Génova, está diferente: intranquilo, apático, titubeante. Já falhara ante o Chipre. Em Oslo, num jogo decidido ao detalhe, Eduardo ficará para sempre ligado à derrota, vestindo a pele de culpado depois de ter sido fundamental, um capricho do futebol, por ter sido pouco ágil com a bola nos pés, recebida de Ricardo Carvalho, permitindo o desarme de John Carew e o golo de
Huseklepp. Aos vinte minutos, Portugal ficou em desvantagem. A Lei de Murphy, sempre feroz, atacou em força.

A perder desde cedo, num golo consentido, apenas mais um golpe numa equipa combalida e triste, Portugal, que não começara mal, viu-se obrigado a correr atrás do prejuízo, anulando a vantagem dos noruegueses e colocando-se, de novo, no trilho da vitória. Só que à selecção portuguesa faltam ideias, falta um fio condutor, falta consistência para atacar com audácia e rasgo, algo que Agostinho Oliveira também não consegue transmitir através do banco. O tempo foi sempre um forte aliado da Noruega. A Portugal, incapaz de chegar ao golo, aumentou a descrença, a incapacidade e a desorientação. Nunca conseguindo ser um colectivo forte, ao contrário de uma selecção da Noruega muito voluntariosa e solidária, embora perfeitamente ao alcance dos portugueses, Portugal viveu, mais uma vez, das iniciativas de Nani ou Quaresma. Apenas fogachos, tentativas desesperadas de lutar contra tudo, sempre inconsequentes.

Agostinho Oliveira tardou a mexer. Apenas o fez nos vinte minutos finais: trocou Tiago por Danny, mantendo a dupla Manuel Fernandes-Raúl Meireles, sem que tenha arriscado verdadeiramente, prescindindo de um dos médios de cariz mais defensivo, na procura de incutir maior garra, alma e capacidade atacante a uma selecção, a cada minuto, mais descrente. Houve oportunidades, sim, Hugo Almeida ainda colocou a bola na baliza de Knudsen mas em fora-de-jogo, a Noruega também as teve e Portugal não possuiu nunca um caudal de jogo forte e incisivo capaz de desposicionar os defesas noruegues e, enfim, mostrar a teórica superiodade, pelo menos em termos técnicos, da equipa nacional. Mal na leitura, também à deriva num mar de dúvidas, Agostinho Oliveira, a seis minutos do final, lançou Liedson, retirando Quaresma (!), em vão. Portugal é, neste momento, uma caricatura de si próprio. Precisa de um abanão urgente.

 
 
que fazer?...
Colocado em 07 Setembro 2010 22:09:00 por antonio boronha
 
como é que foi possível termos batido tão fundo num espaço temporal, tão curto, de dois meses?...(ou terá sido, de dois anos?...)
quem são os responsáveis?...
como reverter a situação?...partindo do princípio que tal é possível, com estes jogadores...
mudar de queiroz e de madail será suficiente?...isto se não forem, complementarmente, tomadas medidas corajosas e reestruturantes no futebol pátrio - saneamento económico-financeiro dos clubes, apoio ao jogador português,  repensar a formação, varrer com 'associações' anquilosadas e acomodadas ao 'statu quo' de anos, na cobertura regional, reformular a justiça desportiva e a arbitragem, etc, etc,...
neste momento só tenho dúvidas. 
certezas?...muito poucas.
e pachorra?...
nenhuma para discussõs estéreis.

 
 
em política o que parece é!
Colocado em 07 Setembro 2010 19:22:00 por antonio boronha
 
"Além de Balsemão, Queiroz convocou ainda dois jornalistas do semanário para testemunhar neste caso, Mário Crespo, da SIC, César Carvalheira, vice-presidente e o número dois da FPF quando Carlos Queiroz foi treinador principal na década de 90, Virgílio Costa, ou ex-dirigente da FPF, os treinadores Agostinho Oliveira e António Simões,  e ainda, tal como o DN hoje publicou, o advogado Dias Ferreira. Estas nove testemunhas serão ouvidas quinta-feira pelo Conselho de Disciplina da FPF."
(no 'diário de notícias')

se juntarmos a estes nomes o de luís filipe meneses, presidente da 'cm de v.n de gaia', muitos de nós pensarão que se trata de gente que se disponibilizou para participar em mais uma festa associada à rentrée do 'partido social democrata'.
nada de mais errado!
trata-se da lista de testemunhas arrolada por carlos queiroz para o processo que a 'fpf' lhe moveu na sequência de afirmações suas, consideradas injuriosas, sobre o vice-presidente, amândio de carvalho.
percebe-se agora melhor a razão pela qual o actual seleccionador nacional tem as suas principais tribunas de defesa instaladas na 'sic'.
o 'jornal das 9', com mário crespo e ângelo correia, e o 'tempo extra' de rui santos, são dois bons exemplos.
como estação privada, não lhes nego o direito a fazê-lo!
só digo que o fazem.

àh!...
mas o 'idp' patrocina o 'diário de notícias'!!!...
logo, para alguns, promove as posições do 'governo', em particular do secretário de estado do mesmo...
[a 'edp' faz publicade no 'expresso'. será que este jornal está a promover uma das mais descaradas empresas a meter a mão no bolso dos portugueses, nos últimos anos?...]
eu não sei se em matéria de 'publicidade' o que parece, é.
em política, não tenho quaisquer dúvidas, é!
 
 
estórias da bola quarenta e três
Colocado em 07 Setembro 2010 14:50:00 por antonio boronha
 
nos princípios do ano de 1991, num domingo em que jogava o 'farense' contra o 'beira-mar', a diligente funcionária do departamento de futebol, a ana maria, veio-me com uma notificação de que estaria uma 'carga' no aeroporto de faro, proveniente da 'colômbia', destinada ao clube. 
perguntou-me: 'tem algum conhecimento disto?'...
respondi-lhe que não mas que iria indagar. 
como estava na zona dos balneários dirige-me à 'enfermaria' onde o fernando belo tratava dos músculos de um atleta e falei-lhe no assunto, se ele sabia de alguma coisa?...
deu-me a mesma resposta que eu já tinha dado à ana maria, que não, que desconhecia inteiramente o assunto mas acrescentou uma nota com algum sarcasmo: 'se é da 'colômbia', deve ser 'coca'!
terminada a partida - ganhámos por 3-2 com arbitragem de carlos valente que expulsou o seu 'amigo' nunes, estava o resultado em 0-2 - continuei as minhas diligências junto dos colegas da 'direcção' para apurar se alguém sabia algo do assunto.
foi entâo que o 'vice' para as 'amadoras', o jorge roque, me disse que havia um massagista colombiano, oriundo do ciclismo, que na semana anterior lhe tinha pedido autorização para acompanhar a actividade de algumas equipas do clube, julgo do 'basquetebol', e que este meu colega lhe teria mesmo passado, a seu pedido, uma credencial do clube autorizando a sua presença frequente no 'pavilhão'...

dois dias depois o 'mistério' ficou completamente esclarecido.
um outro meu colega, o adérito melro, drigiu-se (foi chamado?) ao 'aeroporto', à secção de carga, onde a 'judiciária' já tinha abarbatado o colombiano.
a polícia queria saber qual o envolvimento do clube nesta história. é que se encontravam lá dois 'bidons' plásticos cheios, destinados ao 'sporting clube farense', oficialmente contendo um qualquer óleo de massagem que o 'massagista' colombiano, com base na 'credencial' que o 'farense' de boa fé lhe passara, tentara levantar.
as embalagens continham no seu interior, de facto, uma mistela canforada qualquer que servia para encobrir 'cocaína' pura diluída, a qual seria posteriormente recuperada.

a questão que parecia ter morrido por ali serviu quase oito anos mais tarde para alguém, insidiosamente, num tablóide especialista em escândalos, me tentar associar ao mundo dos traficantes.
sem qualquer sucesso, como não poderia deixar de ser.
 
 
realinhamentos
Colocado em 07 Setembro 2010 12:55:00 por antonio boronha
 
não é por acaso que o jornal 'o jogo' chama hoje a atenção, fazendo a 'manchete' principal de uma das suas edições, para o facto de mais de 82% dos portugueses quererem ver 'queiroz pelas costas'.
é sintomático dos novos (re)alinhamentos por parte de algumas personagens influentes que, habitualmente, aconselham gilberto madail sobre estas matérias.
o actual selecionador está, sem qualquer sombra de dúvida, a perder apoios, mesmo entre aqueles que ultimamente deram a cara publicamente por ele.
 
 
duas capas
Colocado em 07 Setembro 2010 11:56:00 por antonio boronha
 
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(jornal ' o jogo')

uma capa para o 'porto' e outra para 'o resto do país'...
 
 
mitos urbanos
Colocado em 06 Setembro 2010 22:58:00 por antonio boronha
 
regressado do 'mar', como dei a entender na entrada anterior, foi-me oferecido de imediato o 'dia seguinte', na 'sic-n'.
entre outras coisas, que já ali foram ditas, ouvi o representante encarnado, rui gomes da silva, dizer que nunca ninguém explicou até hoje por que razão humberto coelho tinha saído do comando técnico da 'selecção nacional' após a  nossa 'brilhante' prestação no 'euro 2000'.
sobre o tema fica prometido que dentro de pouco tempo, aqui ou noutro lado, tornarei público o meu conhecimento que é vasto sobre o assunto, como calcularão.
 
 
a legião estrangeira
Colocado em 06 Setembro 2010 22:44:00 por antonio boronha
 
"Caro António Boronha,
Amanhã  (hoje) vamos apresentar mais um estudo sobre a utilização de jogadores portugueses e estrangeiros nas competições profissionais, cuja cópia se remete."
(mail ontem recebido)

o presidente do 'sindicato dos jogadores, joaquim evangelista, teve a gentileza de me enviar ontem um 'pdf' contendo um 'estudo sobre a utilização de jogadores portugueses e estrangeiros nas (nossas) competições profissionais'.
só agora, recém regressado de 'outras paragens', tive a oportunidade de o ler.
interessante porque revelador de uma das causas, talvez uma das principais, que tem conduzido o futebol português para o beco cada vez mais estreito em que se encontra.
pena que o 'sj' ainda não o tenho tornado disponível a todos no seu site.
fica aqui o apelo para que o façam.
 
 
Quem quer ser Fábio Paim?
Colocado em 06 Setembro 2010 22:29:26 por Gnitrops
 

Quando a cabeça não tem juízo...

Excelente reportagem que passou na Sport TV sobre o antigo jogador do Sporting Fábio Paim.

Tinha tudo para ser um dos melhores... joga agora no Torreense e é treinado pelo Paulo Torres.

 
 
Futebol Formação - Resultados
Colocado em 06 Setembro 2010 10:14:36 por Gnitrops
 
Juniores - 5ª Jornada (Fase Regular)

Sporting 1-0 Inter de Almancil

Golo: Mateus Coelho

Classificação: 1º Lugar - 12 Pontos


Juvenis - 3ª Jornada (Fase Regular)

Torreense 0-6 Sporting

Golos: Edilino Ié, Tobias Figueiredo, Eric Dier, Filipe Chaby, Cristian Ponde e Luís Cortez.

Classificação: 1º Lugar - 9 Pontos


Iniciados - 2ª Jornada (Fase Regular)

Corroios 1-3 Sporting

Golos: José Postiga, Guilherme Celestino e Daniel Alves

Classificação: 1º Lugar - 6 Pontos
 
 
Clube Portugal: Renovar com vista para o futuro
Colocado em 05 Setembro 2010 17:30:01 por Futebolês
 
Portugal empatou com o Chipre. Marcou quatro golos, criou oportunidades para fazer mais, acertou por duas vezes nos ferros e teve espaços para sufocar o adversário. Teve licença para matar e desperdiçou-a. Abusou da altivez, sobrou sobranceria, levantou o pé e quis adornar, aumentar a conta sem muitos esforços, iniciando uma gestão tendo em vista o jogo com a Noruega, terça-feira, em Oslo. Viveu por duas vezes em desvantagem, saiu delas com relativa tranquilidade, impediu que o Chipre chegasse à baliza de Eduardo como no início mas faltou dar o golpe de misericórdia. Encontrou-se em vantagem, convenceu-se de que teria o jogo controlado e ganho, tentou satisfazer os nove mil adeptos (sublinhado: nove mil!) que se deslocaram a Guimarães. Permitiu, contudo, que o Chipre se mantivesse vivo. E os cipriotas, voluntariosos e lutadores, fazendo da entrega a grande arma para esconder as debilidades, ousaram ser felizes.

No futebol, quando duas forças tão distantes e tão desequilibradas se chocam, é impossível não olhar aos dois lados da medalha: há mérito e há demérito. Ponto assente: Portugal deveria ter ganho, por mais do que um golo até, impedindo que uma selecção modesta e pouco cotada como o Chipre marcasse, imagine-se, quatro golos a uma das melhores defesas do último Mundial, atacando o castelo português pela base e naquele que foi, desde que Carlos Queiroz assumiu o comando da selecção nacional, o seu ponto forte. Na África do Sul, por exemplo, a defesa esteve impecável e apenas faltou maior audácia, risco e poder de fogo para tentar chegar mais longe e deixar uma imagem mais convincente da qualidade de Portugal. Em Guimarães, a defesa portuguesa errou como nunca, entrou numa panóplia displicente, sem orientação e perdida no relvado. Portugal deixou que o Chipre acreditasse. Não podia. Teve demérito.

Paramos no tempo, olhamos para trás e recolocamo-nos no início do século. Portugal crescera, embalara como os clubes nacionais nas competições internacionais, conseguira vitórias sobre a Alemanha, sobre a Holanda, sobre a Espanha, por três vezes sobre a Inglaterra, uma delas com uma recuperação épica e única, abrindo horizontes a cada época. Teve um Europeu espantoso, perdeu-se no Mundial da Ásia, recuperou e emergiu quando conseguiu ser o anfitrião de um novo Europeu, mesmo tendo falhado o triunfo na final, até consolidar a sua posição num Campeonato do Mundo, mais exigente e sem tantas possibilidades de sucesso, alcançando a segunda melhor participação portuguesa. Não ganhou nada de palpável, sim, mas ficam bons triunfos, jornadas de futebol total, capazes de colocar o país ao lado da selecção. Neste momento, com tudo aquilo que tem sido a Federação, atolada em casos e em guerrilhas inúteis, os adeptos diminuem. O interesse cai a pique.

O xadrez está desorientado, sem rumo, com poucas soluções para abrir o jogo e tentar uma estratégia que dê bom resultado. As possibilidades perdem-se a cada segundo, o relógio avança, o fim aproxima-se, aceleram as pulsações, a mente bloqueia, o corpo quer mas não consegue, faltam ideias. O adversário apodera-se, torna-se melhor, aproveita as desatenções, os erros que aparecem em catadupa e não têm explicação, para procurar a sua sorte e conseguir surpreender e colocar-se numa posição favorável. Portugal está confuso, envolto numa trapalhada negra, perdeu todo o espaço de manobra e a cada dia perde a credibilidade e o apoio dos adeptos. Está só. Já não tem a rainha, tem o rei preso, mais isolado e à deriva, entrado num abismo que não acabará bem, apenas protegido por alguns peões que tentam dar o seu melhor. Mas são apenas uma parte do problema. Os peões falham porque o rei e a rainha há muito se perderam e foram colocados em xeque.

Mais do que discutir o passado, o que se passou no Mundial da África do Sul e todos os problemas que daí resultaram, sobretudo com Carlos Queiroz, é necessário olhar ao futuro. Repete-se: Portugal é uma selecção em queda, ferida, com qualidade de sobra mas sem tirar frutos, sem uma equipa verdadeiramente forte, sem o carácter e a força psicólogica de outras que, por exemplo, marcaram presença nos Europeus de 2000 e 2004 e no Mundial de 2006. É uma selecção que cede empates em casa com a Albânia e com o Chipre, que sente dificuldades para se impor e fazer valer a sua maior força, é incapaz de usar os seus maiores recursos para bater adversários modestos e frágeis. Coloca-se a jeito, facilita e dá-se mal. Vê-se obrigada, depois, a suar, a correr, a sofrer sem necessidade. O futuro está hipotecado. No relvado, sim, mas principalmente nos gabinetes. É aí que começa o problema. Os líderes, os chefes, têm de ser chamados à responsabilidade. Carlos Queiroz e Gilberto Madail perderam espaço, condições e crédito. A selecção, mais do que nunca, precisa de se renovar. Sem desculpas.

 
 
Caso Queiroz: Haja decência, demitam-se.
Colocado em 05 Setembro 2010 12:59:31 por Futebolês
 
Tenho tido alguma relutância em escrever sobre um tema que é diariamente escalpelizado na informação e contra-informação deste País. Esperava que o bom senso imperasse e os intervenientes chegassem a uma conclusão, estão a fazer uma triste figura. Por mim, há muito que lhes tracei o azimute, demitam-se e livrem-nos de assistir a um circo com tão fracos palhaços.
Facto 1 - Carlos Queiroz usa impropérios dignos de um carroceiro, insurgindo-se contra a realização de um controlo anti-doping em horário que considera impróprio, oito da manhã. Isto ocorreu a 16 de Maio de 2010, na Covilhã, tendo a ordem para se proceder ao inquérito a este caso sido deliberado pelo Despacho nº 55/SEJD/2010 datado de 10 de Julho de 2010 (véspera da final do Campeonato do Mundo).
Perguntas: Dada a natureza grave dos factos, insultos ao presidente da ADoP, que foram mencionados no relatório dos médicos intervenientes no controlo porque foi o caso abafado até à conclusão da prestação portuguesa no Mundial 2010? Porque foi assinado e datado despacho a um sábado(!!!) pelo Secretário de Estado do Desporto 55 dias depois dos incidentes? Se Portugal tivesse prestação mais positiva no Mundial haveria inquérito, ou teríamos mais um processo "abafado a bem da Nação"? 
Facto 2 - No relatório elaborado pelos médicos da ADoP foi registado o insulto do seleccionador, descrito como "perturbador", mas não impediu, como consta também do relatório, a prossecução dos trabalhos de recolha das análises, tendo inclusive sido escrito que tudo decorreu dentro da normalidade e sem a presença do seleccionador. No entanto, aconteceu um problema, surgindo uma desconformidade, pois o médico João Marques não registou a densidade urinária da amostra A/B413429 no formulário do controlo antidopagem.
Perguntas: Se no relatório nada consta do impedimento do controlo ou de interferência directa do seleccionador na recolha das análises, porque carga de água se liga a "desconformidade" do médico João Marques ao vernáculo de Carlos Queiroz? Que levou João Marques a olvidar uma obrigação processual na recolha das análises? Porque errou numa "densidade urinária" quando foram realizadas sete análises? Será que o meio para justificar o lapso, que daria uma "não conformidade no currículo do Dr. João Marques", foi um novo relatório onde a perturbação pelo insulto ao Dr. Luís Horta (ou  ao seu familiar), foi o motivo que levou à não conformidade?

Facto 3 - A ADoP não satisfeita com o castigo dado pelo Conselho de Disciplina (apenas e só foi julgado pelo CD da FPF o insulto do seleccionador e nunca a "perturbação de um controlo" que nunca foi registado no relatório dos médicos), decidiu avocar o processo e castigou Carlos Queiroz com seis meses de suspensão, como se lê no seu relatório de 30 de Agosto, aqui transcrito.
Perguntas - A lei permite que a ADoP possa avocar o processo, mas será curial julgar em causa própria? Quando no primeiro relatório nada consta da "perturbação ao controlo" por parte do seleccionador (relatório assinado pelo médico António Batista) e um mês e meio depois, em relatório pedido pelo Instituto do Desporto de Portugal (a 5 de Julho) aparece o dito por não dito, ou seja que o insulto do seleccionador foi o factor directo e decisivo na não conformidade do médico João Marques, será isso "legal e deontológicamente" correcto?

Conclusão: Carlos Queiroz foi malcriado e insolente, utilizando linguagem de carroceiro. Carlos Queiroz já tinha antecedentes de má conduta e de insultos. Carlos Queiroz é competente no planeamento do seu trabalho mas é um mau técnico de banco. Foi um erro a sua contratação por quatro anos (termina em 2012) quando esta direcção federativa só tinha mais dois anos de mandato (termina em 2011). A prestação da selecção portuguesa tem sido sofrível, com um apuramento em cima da meta, uma prestação mediana no Mundial (uma só vitória frente aos pobres coreanos) e exibições deploráveis da selecção. Se a isto juntarmos o que se tem observado nos últimos dias, jogadores a desistirem da selecção, adeptos dissociados do fenómeno Selecção e patrões (Federação) a colocarem processos disciplinares ao empregado, está decretado o fim da linha para Carlos Queiroz.
Mas não só, pois o ruidoso silêncio de Gilberto Madaíl também é comprometedor, assim como a intromissão persecutória do Secretário de Estado do Desporto. Um, Madaíl, acha que o calado é o melhor, o outro, Laurentino, tem a vocação de não se calar quando vê um microfone. 
Queiroz deve ser demitido porque não serve os interesses desportivos da Federação? Seja, mas façam-no de modo sério, com recurso ao factor "justa causa" se o houver, através de um acordo financeiro ou então pela indemnização total do seu contrato, não arranjem "golpes palacianos" ou atitudes dignas da era da Inquisição para se livrarem dele.
Já agora podiam fazer um favor algumas figurinhas deste processo, aproveitavam o embalo e saiam também.
Viver na paz podre interessa a quem? Apenas e só a quem se quer perpetuar no poder a qualquer custo e acreditem que há alguns que são piores que lapas.
 
 
um divórcio e dois funerais
Colocado em 05 Setembro 2010 09:27:00 por antonio boronha
 
simplesmente inaceitável a ausência de um alto representante (não foi ninguém!) da 'federação portuguesa de futebol' na cerimónia fúnebre da antiga glória do futebol português, josé torres.
madail pode arranjar desculpas para muita coisa, inclusivé para o facto de carlos queiroz ainda se manter como seleccionador nacional.
para este 'esquecimento', não tem nenhuma!

[será que depois do 'divórcio' da passada sexta-feira, entre o público e a 'selecção', ficaram, no sábado,  todos a velar o  'cadáver'  - em estado adiantado de decomposição - que esta mesma selecção atingiu?]
 
 
saia justa
Colocado em 05 Setembro 2010 00:17:00 por antonio boronha
 
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